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	<title>Synthorchestra</title>
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	<description>Coletivo de cultura digital. Entrevistas, notícias e mobilizações</description>
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		<title>Como se dá o valor de uma empresa de Internet</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 20:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Facebook chega a US$ 108 bilhões. Pinterest anuncia  valor de mercado de US$ 1,5 bilhão. Mas nenhuma dessas empresas têm receita que chegue a metade desse dinheiro
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Facebook chega a US$ 108 bilhões. Pinterest anuncia valor de mercado de US$ 1,5 bilhão. Mas nenhuma dessas empresas têm receita que chegue </em><em>a metade desse dinheiro</em></p>
<p><strong>Monique Oliveira</strong><br />
<strong> synthorchestra.org</strong></p>
<p>A notícia da semana foi a estreia do Facebook na bolsa de valores americana com um IPO (Primeira oferta pública) a US$ 38 dólares cada ação. Pelo número de shares disponível, o Facebook espera capitalizar US$ 18 bilhões, o que eleva o valor total da companhia para US$ 108 bilhões. Veículos especializados anunciaram, com alguma surpresa, que esse é o maior montante já arrecadado na estreia de uma empresa  do Vale do Silício na Bolsa  (o Google abocanhou apenas US$ 1,6 bilhão em 2004). Mas não era para se surpreenderem tanto.</p>
<p>E foi justamente o que aconteceu. O preço projetado não é absurdo, dada à visibilidade da empresa. Mas viu-se que o Facebook amargou míseros US$ 0.23 na Nasdaq nesta sexta depois do anúncio do seu IPO. O diagnóstico é que investidores vão deixar a empresa no limbo até que esse boost inicial dê uma aliviada.  O preço real será sabido nos próximos meses. </p>
<p>Tradicionalmente na economia, o valor de uma empresa é dado medindo-se o fluxo de caixa descontado, que dá a medida do quanto a empresa pode gerar de riqueza num período de cinco anos. O que importa aqui é o lucro. Não há impostos, nem taxas, nem depreciação. Também se analisa o valor de outras empresas semelhantes, listadas em bolsa. Por fim, somam-se as máquinas, os prédios. O que é chamado de valor patrimonial da empresa.</p>
<p>Agora, dá pra falar que os valores descomunais do Pinterest (US$ 1,5 bilhão), do Instagram (US$ 1 bilhão) e do Facebook (US$ 104 bilhões), foram medidos segundo as variáveis acima?</p>
<p>Antes, é preciso olhar um pouco para a estreia desse tipo de empresa na bolsa. John Cassidy, no livro “Dot.Com: The Greatest Story Ever Sold” lembra da empresa Globe.com que, parecida com o Facebook, permitia que as pessoas criassem o seu espaço online pelos idos de 1998. Ao entrar na bolsa, qualquer valor indicado US$ 20, US$ 30, US$ 40, parecia muito baixo. Ninguém sabia o que fazer. A época, a primeira ação vendida foi de US$ 70 – e a última de US$ 94, segundo flutuações da demanda no dia.</p>
<p>O fato é que não dá nem para saber de onde vem esse valor. Do nada, a empresa ta na mídia, um cara de 27 anos é bilionário e a rede já tem 900 milhões de usuários (falando aqui do Facebook, que tem uma média de 1 em cada oito habitantes no planeta).  A “Globe.com” à época, chegou a um número de 3 milhões de usuários (inacreditáveis para os idos de 1998).</p>
<p>Para essas empresas, retirando-se todo o cálculo e os diagramas da economia, fica-se com uma lei liberal mais tradicional. “A mão invisível do mercado”, com exceção de que não sabemos se haverá algum equilíbrio nisso, ao contrário do que diria Adam Smith.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/MAD-Magazine-Facebook-Stock-Certificate.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6621896216" title="MAD-Magazine-Facebook-Stock-Certificate" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/MAD-Magazine-Facebook-Stock-Certificate.jpg" alt="" width="487" height="338" /></a><br />
<strong><em> Piada da <a href="http://www.madmagazine.com/tags/ipo" target="_blank">revista MAD</a>, ironiza a oferta pública do Facebook na Bolsa de Valores americana.</em></strong></p>
<p>Então, só dá para responder segundo  Essas empresas geram capital porque a galera cresce mesmo o olho. É conhecido que essas companhias têm seu valor superestimado e que nem de perto chegariam a um fluxo de receita que se compare a essa cotação de mercado –nem num espaço de cinco anos. Calcula-se que o Facebook gere 45% do seu valor de mercado. E mais, a receita em 2011 foi menor que a de 2010. US$ 205 milhões contra US$ 233 milhões.</p>
<p>Se a história da formação desses capitais se repetem, resta saber se o Facebook se reduzirá a nada (no estouro da bolha, a Globe.com chegou a nada em 2001) ou se esse mercado realmente já esta mais consolidado.</p>
<p>O Facebook se instaurou numa época que os mecanismos de busca já estavam consolidados e o que chamamos de Web 2.0, com usuários sendo protagonistas da criação de seu conteúdo (há controvérsias, críticas quanto à privacidade, uso de dados, mas o marketing diz que foi assim) já estavam consolidados.</p>
<p>Ninguém acredita que o Facebook caia. E pode ser que outros critérios de mercado que vão além do economês e o olho grande de investidores venham a ser estabelecidos para horizontes que ninguém imagina (vide a loja de aplicativos e fenômenos como o FarmVille, Angrybirds).</p>
<p>Pode ser que o Facebook não caia &#8211;que não se trate de uma bolha&#8211; há recursos que o respaldem. Agora, se todos nessa cadeia vão sair ganhando, dada a concentração desse capital é improvável. </p>
<p>E aqui vai a provocação, por incrível que pareça de um outro liberal,  Bernard Mandeville que, com a Fábula das Abelhas, mostra que só o castigo e o azar põe fim aos vícios.   </p>
<p>Uma grande colméia, de abelhas repleta,<br />
Que viviam em luxuosidade completa,<br />
Porém tão famosa por leis e ação<br />
Quanto por copiosa população,<br />
Constituía o grande manancial<br />
Do saber científico e industrial.<br />
Não havia abelhas com governo melhor,<br />
Com mais contentamento, inconstância menor;<br />
Não eram escravas da tirania,<br />
Nem sofriam com democracia,<br />
Mas tinham reis, que errar não podiam,<br />
Pois seu poder as leis comediam.</p>
<p>Embora o enxame a fértil colméia abarrotasse,<br />
Essa multidão fazia com que ela prosperasse;<br />
Milhões procuravam dar satisfação<br />
Mútua a sua cupidez e ostentação;<br />
Outros tantos entravam na lida<br />
Para ver sua obra destruída.<br />
Abasteciam o mundo com sobra,<br />
Mas tinham mais trabalho que mão-de-obra.<br />
Alguns, com pouco esforço e grande capital,<br />
Faziam negócios de lucro monumental;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Assim, o vício em cada parte vivia,<br />
Mas o todo, um paraíso constituía;<br />
Temidos na guerra, na paz incensados,<br />
Pelos estrangeiros era respeitados,<br />
E, de riquezas e vidas abundante,<br />
Entre as colméias era a preponderante.<br />
Tais eram as bênçãos daquele estado;<br />
Seus crimes tomavam-no abastado;<br />
E a virtude, que com a politicagem<br />
Aprendera bastante malandragem,<br />
Tomara-se, pela feliz influência,<br />
Amiga do vício; por conseqüência,</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Assim, o vício fomentava o engenho<br />
Que, unido ao tempo e ao bom desempenho,<br />
Propiciava da vida as comodidades,<br />
Seus prazeres, confortos e facilidades,<br />
A tal extremo que mesmo os miseráveis<br />
Viviam melhor que os ricos do passado,<br />
E nada podia ser acrescentado.<br />
Enquanto &#8220;Abaixo os desonestos!&#8221; rugiam.<br />
Os próprios defeitos podiam tolerar,<br />
Mas dos demais, barbaramente, nem pensar!<br />
(&#8230;)</p>
<p>A menor coisa que um erro mostrasse,<br />
Ou que os negócios públicos trancasse,<br />
E todos os velhacos gritavam aos céus:<br />
&#8220;Se ao menos houvesse honestidade, oh ceus!&#8221;<br />
Mercúrio sorria ante o descaramento,<br />
Já outros chamavam de falta de tento<br />
Protestar sempre contra o mais amado.<br />
Mas Júpiter, de indignação tomado<br />
E, por fim, irritado, jurou de vez<br />
Livrar a colméia da fraude. E assim fez.<br />
No mesmo momento em que ela partia<br />
De honestidade o coração se enchia;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Tal como para Adão, se lhes revelaram<br />
Aqueles crimes dos quais se envergonharam,<br />
Que então, em silêncio, confessaram,<br />
E ante sua torpeza coraram,<br />
Como menino de mau comportamento<br />
Que pela cor denuncia o pensamento,<br />
Imaginando, ao ser olhado,<br />
Que os outros vêem o seu passado.<br />
(&#8230;)</p>
<p>Vede agora na colméia renomada<br />
Honestidade e negócios de mão dada;<br />
O show terminou; foi-se rapidamente,<br />
E mostrou-se tom face bem diferente.<br />
Pois não apenas foram-se embora<br />
Os que gastavam muito a toda hora,<br />
Como multidões, que deles dependiam,<br />
Para viver, forçadas, também partiam.<br />
Era inútil buscar outra profissão,<br />
Pois vaga não se achava em toda nação.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Enquanto que orgulho e luxo minguavam,<br />
Gradativamente os mares deixavam,<br />
Não os mercadores, mas companhias.<br />
Fábricas fechavam todos os dias.<br />
Triunfaram, porém não sem azares,<br />
Pois as abelhas morreram aos milhares.<br />
Calejadas de árdua lida e exercício,<br />
Consideraram a comodidade um vício,<br />
O que aperfeiçoou sua moderação<br />
Tanto, que para evitar dissipação<br />
Instalaram-se duma árvore na cavidade,<br />
Abençoadas com satisfação e honestidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A função que vai revolucionar o Google</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 23:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[latest]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais humanizado, o Google dá um boost no seu algorítimo e anuncia ferramenta capaz de simular a maneira como pensamos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mais humanizado, o Google dá um boost no seu algorítimo e o anuncia ferramenta capaz de simular a maneira como pensamos</em><br />
<strong><br />
synthorchestra.org<br />
</strong></p>
<p>Está disponível apenas na versão em inglês. Mas o Google anunciou hoje o que chamou de &#8220;Knowledge Graph&#8221; em seu blog oficial. É uma ferramenta inteligente,&#8221;graph&#8221; no jargão geek, que promete levar o mecanismo de busca a um status humanizado, capaz de entender sutilezas do pensamento humano.  </p>
<p>Agora, ao fazer uma busca, o Google não vai entendê-la apenas como uma palavra a ser encontrada por seu algorítimo, mas como um conteúdo a ser diferenciado dos demais. &#8220;Ele vai significar as entidades do mundo em relação umas com as outras&#8221;, escreveu o engenheiro da empresa, Amit Singhal, no blog. </p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/knowledgegraph.jpg"><img src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/knowledgegraph.jpg" alt="" title="knowledgegraph" width="480" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-6621896209" /></a></p>
<p>Ok. Entidades, relações. Bonita a poesia. Mas comofas? Vamos supor que você queira saber quantas mulheres já ganharam o prêmio Nobel. E faz essa pergunta no Google. Ao invés dele achar exatamente alguém que já tenha escrito sobre isso exatamente com essas palavras, ele vai no site do prêmio e &#8220;conta&#8221; quantas mulheres ganharam e te dá a resposta. </p>
<p>Também  se você quer saber mais sobre o Leonardo da Vinci, o Google vai linkar ele com o renascimento e apresentar, ao lado, outros pintores do movimento para dar um boost na sua pesquisa. A ideia é fazer com que o Google dialogue, através das entrelinhas da palavra e seus mais variados significados, como a inteligência humana assim o faz. </p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mmQl6VGvX-c" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Um outro feedback bem prático da busca é te ajudar na definição do que você realmente procura. &#8220;Você digitou Taj Mahal palácio ou restaurante?&#8221;, por exemplo. A relevância do conteúdo será levada em conta. Se a maioria das pessoas na web que buscaram por Charlie Dickens estavam interessadas em um livro específico &#8211;é esse livro que a busca vai te apresentar primeiro. </p>
<p>O Google também vai apostar em descobertas inusitadas, no escopo de curiosidades. Como, por exemplo, ao pesquisar por um episódio do Simpsons, você descobrir de onde o criador da série, Matt Groenning, tirou a ideia do Homer. </p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/matt-groening.png"><img src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/matt-groening.png" alt="" title="matt groening" width="600" height="270" class="aligncenter size-full wp-image-6621896206" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Agora é possível acessar dados secretos do governo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[news]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://synthorchestra.org/2012/05/agora-e-possivel-acessar-dados-secretos-do-governo/">Read the Rest...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dados oficiais do Executivo, Legislativo e Judiciário bem como informações gerais sobre programas, ações, projetos e obras já estão disponíveis em links nas páginas do governo federal identificados por um selo em forma de um balão amarelo de quadrinhos, com a letra &#8220;i&#8221;, em verde.<span id="more-6621896201"></span></p>
<p>Isso, porque acaba de entrar em vigor no Brasil a &#8220;Lei de Acesso à Informação&#8221;, que entende que todos os dados do governo são de domínio público &#8211;e, por isso, podem ser acessados por qualquer pessoa.</p>
<p>Antes da lei, os órgãos do governo decidiam ou não se liberavam os dados após pedido. Agora, os brasileiros podem ter acesso à informação sem necessidade de explicar à chefia os motivos para tal.</p>
<p>A ideia agora é que sejam abertos, com as novas regras, os arquivos secretos da ditadura. A Lei de Acesso à Informação pôs fim ao sigilo eterno.</p>
<p>Com informações da Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Irã bloqueia Google, Hotmail e Yahoo</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 22:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[O controle dos sites pode ser feito por meio de roteadores dos provedores da Internet que pertencem ao governo ou de domínios específicos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>synthorchestra.org<br />
</strong><br />
Mais uma do governo iraniano. O país bloqueou o acesso ao Google, Hotmail e Yahoo em seu território. Há algum tempo, o YouTube também foi bloqueado. Também lá, todas as instituições, como universidades e bancos, devem optar pelo domínio &#8220;.ir&#8221;, o nacional. Blogs, sites pornográficos, sites de direitos humanos e feministas não podem ser acessados.</p>
<p>A decisão do bloqueio vai na leva da política externa adotada no país: minimizar ao máximo as influências estrangeiras &#8211;em especial dos Estados Unidos.</p>
<p>O controle dos sites pode ser feito por meio de roteadores dos provedores da Internet que pertencem ao governo. Com eles, é possível bloquear ips e portas de entrada. No caso do Irã, o bloqueio foi feito por meio de domínios específicos &#8211;como o fez o Brasil em 2007 ao suspender o YouTube no caso do vídeo de Daniela Cicarelli.</p>
<p>Conhecido pela violação aos direitos humanos, o Irã é uma república islâmica desde 1979 &#8212; quando muitas das leis que seguem sua constituição são inaceitáveis por organizações internacionais. O país também consta na lista de inimigos da internet do Repórteres sem Fronteiras. Outros países, concentrados em sua maioria na Asia e na Africa, também integram o círculo de inimigos. São eles: Arábia Saudita, Bielorrússia, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito,  Myanmar, Síria, Tunísia, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã.</p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/Internet_blackholes_en.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6621896190" title="Internet_blackholes_en" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/Internet_blackholes_en.png" alt="" width="700" height="228" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Por que as fotos de Carolina Dieckmann vão se eternizar na rede</title>
		<link>http://synthorchestra.org/2012/05/por-que-as-fotos-de-carolina-dieckman-vao-ficar-para-sempre-na-rede/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-que-as-fotos-de-carolina-dieckman-vao-ficar-para-sempre-na-rede</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 20:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[news]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://synthorchestra.org/2012/05/por-que-as-fotos-de-carolina-dieckman-vao-ficar-para-sempre-na-rede/">Read the Rest...</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estrago está feito.  Simplesmente, as imagens se espalharam por 211 domínios de mais de 20 países, de acordo com a ONG SaferNet. No período que vai de 4/05, dia em que as fotos “vazaram”, e 8/05, a ONG registrou 8 milhões de acessos às fotos. A maioria em domínios internacionais &#8211;quase impossível tirá-las do ar.  <span id="more-6621896177"></span></p>
<p>A investigação apontou que quatro moços jogaram um trojan no computador de Dieckman. Trojan é um malware manjado, o cavalo de tróia, que simula ser um programa útil quando na verdade abre portas para invasores. O tal &#8220;presente de grego”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/InternaTrojanHorse.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6621896178" title="InternaTrojanHorse" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/InternaTrojanHorse.jpg" alt="" width="336" height="357" /></a></p>
<p>Usado pelos gregos na Guerra de Troia, o cavalo de troia foi uma estratégia de guerra: escondia soldados em seu interior.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Digital é diferente de impresso. Fim de papo.</title>
		<link>http://synthorchestra.org/2012/05/um-texto-digital-nao-e-o-mesmo-texto-diz-historiador-frances-ressuscitando-mcluhan/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=um-texto-digital-nao-e-o-mesmo-texto-diz-historiador-frances-ressuscitando-mcluhan</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 22:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[especiais]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Deu até preguiça. A polêmica travada entre formatos digitais e narrativas convencionais há muito não avança.  Mas veja uma ideia inovadora sobre o tema e o que ela significa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Monique Oliveira</strong><br />
<strong>synthorchestra.org</strong></p>
<p>Ok. A contemporaneidade chegou. Ao ponto que falar em &#8220;cultura digital&#8221;  beira ao  nonsense.   Muita gente, entretanto, ainda banca o discurso de uma suposta contradição entre textos digitais e narrativas convencionais. &#8220;Seria o fim do impresso&#8221;, especulam.  Pois é. A polêmica cansou. Nada acontece. Deu preguiça.</p>
<p>Mas até que enfim um figurão falou o que há muito há muito nosso enfado já diagnosticara. &#8220;Não há contradição entre os formatos.  Tá tudo errado. Parem de comparar&#8221;,  disse &#8211;tudo bem que não exatamente assim&#8211; o historiador francês Roger Chartier, em Congresso Internacional do Livro digital realizado em São Paulo.</p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan1.jpg"><img title="mcluhan1" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan1.jpg" alt="" width="550" height="366" /></a></p>
<p>&#8220;Um texto, quando apresentado de formas diferentes, não é o mesmo texto. E isso mesmo que as palavras e as vírgulas sejam as mesmas&#8221;, salienta. Os rolos manuscritos, por exemplo, exigiam uma leitura contínua e uma mobilização de todo o corpo &#8211;o que impedia, por exemplo, que se escrevesse enquanto se lia.</p>
<p><strong><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/roger-chartier-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6621896168" title="roger-chartier-2" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/roger-chartier-2.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&gt;&gt; Qual é a ideia?</strong></p>
<p>Ele começa a-lá-McluHan, lembram? &#8220;O meio é a mensagem&#8221;. Reiterando, o que é dito desde os anos 1960: os meios são extensões do homem, a forma altera o conteúdo. Ele avança, porém. A progressão é no sentido de, além de pensar o formato em sua especificidade, é perscrutar o porquê de uma reação conservadora &#8211;por mais que bem fundamentada&#8211; quando do advento de uma nova tecnologia. &#8221;O que deve ser analisada é porque há essa tensão fundamental entre o que vivemos e as transformações apresentadas&#8221;, diz.</p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan-1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-6621896169" title="mcluhan (1)" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan-1.gif" alt="" width="445" height="521" /></a></p>
<p><strong>Cada um no seu formato:</strong> <em>Esse gif é bem um exemplo do porquê cada texto deve ser entendido em sua particularidade. Dá para compará-lo com um texto impresso, somente? O formato aqui não só enfatiza a ideia como qualquer explicação sobre ele seria também tirá-lo do sensível. </em></p>
<p>Depois do tipo, do papel, da prensa, da tevê, do rádio, da fotografia, da internet, da ressonância magnética, não vale mais discutir se o advento de uma tecnologia pode destruir outra, mas porque, a despeito da história mostrar o contrário, continuamos a pensar da mesma maneira. Seria medo?</p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan-thiago-jardim.png"><img title="mcluhan-thiago-jardim" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan-thiago-jardim.png" alt="" width="750" height="303" /></a><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/mcluhan1.jpg"><br />
</a></p>
<p><strong>&gt;&gt; Somos todos pássaros disléxicos?</strong></p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/Passaro-da-dislexia-01.png"><img class="alignleft  wp-image-6621896166" title="Passaro da dislexia 01" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2012/05/Passaro-da-dislexia-01-300x261.png" alt="" width="300" height="261" /></a></p>
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<p>Outra tese é sobre uma possível confusão, descontinuidade do pensamento provocada pelo formato. “As telas acolhem todo e qualquer texto”, disse.     O que, por sua vez, implica numa mudança fundamental  a absorção dos conteúdos. “Este mundo é um mundo de fragmentos descontextualizados, uma vez que tudo esta na tela: romances, artigos, e-mails etc.”, disse.</p>
<p>Por enquanto, fica  <strong>e</strong>ncerrada a dicotomia entre impresso, digital. Que cada um seja entendido em sua particularidade. Agora, de que forma podemos juntar os fragmentos expostos pelas múltiplas linguagens do hypertexto, fica para um especial de Medicina Ayurveda, quem sabe.</p>
<p><strong>Mais: </strong><a title="congressodolivrodigital.com.br" href="www.congressodolivrodigital.com.br">www.congressodolivrodigital.com.br</a></p>
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		<title>Este lado do hacktivismo</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 05:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Falamos com um hackerspace paulistano para saber mais sobre a ação hacker e sua ética (tá, e para descobrir como alguns caras simplesmente invadem o e-mail da Dilma Rousseff)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tidos como terroristas pela OTAN, eles invadem a página do Pentágono, o e-mail da presidente e até vazam fotos de celebridades (você viu a Scarlet Johansson por aí?). Entre tanto disse-que-disse, o synthorchestra conversou com um clube hacker paulistano, o Garoa, para saber: afinal, o que acontece neste lado rede?</strong></p>
<p><strong>Frederico Antonelli<br />
Monique Oliveira<br />
synthorchestra.org</strong></p>
<p>Sim. Eles estão entre nós, anônimos ou escancarados, idolatrados ou execrados, com gente bem ou mal intencionada. Mas viraram alvo de demonizações. Tudo bem. A invasão do site Bolsa de Nova York (ação do Anonymous), o vazamento das fotos de Scarlet Johansson ou os últimos ataques a sites do governo são notícias que, do modo como são tratadas, competem bem com o sangue esse que a imprensa-urubu tanto gosta. Dessa leva, no entanto, faz-se necessário separar ativismo de crime.</p>
<p>Em 2001, éramos seis milhões de internautas no Brasil; dez anos depois, somamos 80 milhões. Com esse montante, nem de longe dá para bancar que os hackers são poucos iluminados gênios à serviço do demônio. &#8220;Eu sou escritora, redatora, na faixa dos 30 anos&#8221;, disse Farfalla, italiana membro do Lulzselc ao jornalista Renato Rouai em entrevista à <em>Forum</em>.</p>
<p>O <strong><a href="http://synthorchestra.org">synthorchestra</a>, </strong>então, bateu um papo com membros do <a title="http://garoa.net.br/wiki/P%C3%A1gina_principal" href="http://garoa.net.br/wiki/P%C3%A1gina_principal" target="_blank">garoa hacker clube</a>, hackerspace que habita o porão da <a title="http://www.casadaculturadigital.com.br/" href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank">Casa de Cultura Digital</a> em São Paulo, para descortinar uma atividade que não, não camufla uma virtualidade diabólica em meio a símbolos, linguagens e emaranhados de circuitos. Pelo contrário: o hacktivismo, por definição é conhecimento aplicado. Aqui, o que saiu de lá: um glossário necessário da desmistificação.</p>
<div>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2>#o garoa</h2>
<div>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/10/garoa.jpg"><img class="size-full wp-image-6621896052 " title="fredericoantonelli/synthorchestra.org" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/10/garoa.jpg" alt="fredericoantonelli/synthorchestra.org" width="682" height="511" /></a>É um clube formado por entusiastas da tecnologia que se instalam ali para tocar projetos em eletrônica, robótica, biologia, artes&#8230; e por aí vai. Nada de planos diabólicos. O espaço está lá tocar qualquer tipo de iniciativa &#8211;e contar com o apoio e a infraestrutura para isso. Em nossa visita, assistimos à aula &#8220;Eletrônica com Carinho&#8221;. Tá. Pouco entendemos de seu conteúdo, mas deu para sacar o approach: diversão -cervejinha no sábado à tarde para embalar circuitos- e clima descontraído para encarar objetos sisudos.</p>
<p><strong>Ouça conversa: &#8220;Garoando @ Casa de Cultura Digital &#8211; Garoa Hacker Club&#8221;</strong></p>
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fsynthorchestra.org%2Fgaroaedit.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span>
<h2><strong>#o hacktivismo*</strong></h2>
<div id="attachment_6621896055" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/10/hacker_dilma_29.jpg"><img class="size-full wp-image-6621896055" title="hacker_dilma_29" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/10/hacker_dilma_29.jpg" alt="" width="550" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: humorpolitico.com.br</p></div>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2>#hackers</h2>
<div><strong>Garoa:</strong>Eles simplesmente são capazes de fazer um sistema funcionar de forma diferente para o qual ele foi projetado. O primeiro hacker veio antes dos computadores modernos. Foi John Draper que,  a partir de um apito de plástico descoberto em caixas de cereais -que, por acaso, tinha a mesma frequência da rede telefônica- conseguiu fazer várias chamadas de longa distância sem pagar nada. Mas o cara não é hacker porque fez uso impróprio da sua descoberta, mas porque simplesmente descobriu como fazer. Steve Wosniak, o designer do Apple II, é um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bl_1OybdteY">hacker </a>conhecido.</div>
<h2><strong>#ataques</strong></h2>
<p><strong>Garoa:</strong> O mais comum nesses ataques é que eles são orquestrados por meio do uso de engenharia social -que é alguém com uma boa lábia conseguir que outra pessoa lhe passe informações, não necessariamente confidenciais. Acredite: isso não é complicado.</p>
<p>Há poucas pessoas -umas 10, 20 no mundo todo- que têm conhecimento intrínseco de um determinado sistema, incluindo suas falhas. Mas pessoas com um bom conhecimento de programação podem explorar essas falhas, os chamados bugs. É algo como um advogado que explora brechas na lei. Nos ataques, essas brechas são os bugs.</p>
<p>Esses caras se utilizam de sorte e um pouco de intuição -às vezes, dá pra inferir qual parte do código tende ser mais frágil. Achado o bug, a pessoa tem de agir rápido para que outros não encontrem o mesmo bug e o corrijam. Mas aí entra a ética hacker &#8211; termo atribuído ao jornalista Steven Levy (autor do recente &#8220;In The Plex &#8211; How Google Thinks, Works, and Shapes&#8221;) e seu livro lançado em 1984 &#8220;Hackers: Heroes of the Computer Revolution&#8221;- segundo ela, toda informação deve ser livre, deve-se desconfiar da autoridade e promover a descentralização. Portanto, um hacker de verdade, deve em vez de usar um bug para benefício próprio, divulgar o erro e ajudar a solucioná-lo.</p>
<p>Há um outro lado, que é da maioria com quase nenhum &#8211; ou até mesmo nenhum &#8211; conhecimento de programação. Eles simplesmente baixam um programa com um código pronto, muitas vezes mal feito ou feito em uma linguagem que não é a melhor para este tipo de ação &#8211; como é o caso desses spams rotineiros &#8220;Aumente seu pênis&#8221;, &#8220;veja fotos proibidas da Xuxa&#8221; ou &#8220;Baixe as fotos da noite de ontem&#8221; &#8211; e utilizam esse programa. Não há nada de hacker nisso. O cara que envia o email normalmente tem o mesmo conhecimento de programação de quem clica.</p>
<h2><strong>#invasão do email da Dilma</strong></h2>
</div>
<div>
<p><strong>Garoa:</strong> O email da Dilma Rousseff era do UOl. Basta ligar para o serviço de atendimento ao consumidor, informar o seu CPF (que no caso de uma figura pública, não é difícil de conseguir), o endereço e pronto. O Uol redefine a sua senha para uma senha padrão que é igual para todo mundo. Se você tentar utilizar essa senha em vários emails aleatórios do UOL, conseguirá em um número significativo de vezes invadir a conta do usuário, pois muito deles nunca mudam.</p>
<p>Isso é mera engenharia social. A pessoa pode ter a porta mais segura que existe, impossível de arrombar. Mas se alguém, a deixa aberta,  o estrago está feito. É nesse ponto que age a engenharia social: em falhas humanas.</p>
<h2><strong>#o roubo de dados da Sony</strong></h2>
<p>(A Sony decidiu reverter Playstation 3 já desbloqueados para suas configurações originais quando eles chegavam na assistência técnica ou quando updates eram feitos. E mais: a empresa foi atrás daqueles que, declaradamente, relataram terem desbloqueado o seu.  Resultado: 60 mil dados de usuários da plataforma online da Sony foram roubados).</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2Tm7UKo4IBc" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe>&gt;</center><strong>Garoa:</strong> A Sony até agora não foi transparente. Não disse o que realmente aconteceu e, convenhamos, provavelmente não dirá. O mais provável é a combinação de uma rede frágil com engenharia social. Porque a outra hipótese, de alguém ter achado um bug no site da empresa é improvável. Se isto tivesse acontecido a sony provavelmente teria divulgado.</p>
<p>Os ataques  foram declaradamente protestos. Ela ameaçou processar quem publicasse o código de desbloqueio. Alguém, muito oportunamente enviou esse código (uma sequencia de 32 dígitos) para uma conta oficial da empresa que acabou respondendo e, consequentemente, repassando adiante o código. A Sony já chegou a instalar root kits &#8211; programas com acesso total ao computador &#8211; que monitorava os usuários além de prejudicar o desempenho da máquina.</p>
<h2><strong>#jailbrake</strong></h2>
<p>(Um exemplo de jailbrake é quando usuários de IPad, Iphone, Ipod Touch rodam qualquer tipo de código em seus aparelhos. E ainda são capazes de baixar muitos aplicativos anteriormente indisponíveis pela App Store e fazer atualizações de aplicativos baixados ou comprados pela App Store Oficial da Apple/ da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jailbreak_(iPhone_OS)" target="_blank">Wikipedia</a>)</p>
<p><strong>Garoa:</strong> A apple nunca processou ninguém por jailbrake &#8211; porque sabe o que estão fazendo. Já a Sony&#8230;</p>
<h2><strong>#a lei Azeredo</strong></h2>
<p>(Projeto de lei que pretende criminalizar atividades cotidianas, como o compartilhamento de músicas)</p>
<p><strong>Garoa:</strong> Essa lei pode ser aprovada porque as pessoas veêm a internet como um mundo a parte.  Elas pessoas não entendem como funcionam as coisas das quais elas dependem. Não é porque elas não têm o domínio completo, mas elas não são capazes de pensar sobre aquilo. Ninguém precisa ser escritor para saber interpretar um texto com uma visão crítica. Passam a ideia de que o computador é de fácil manuseio, que seu filho de seis anos pode manuseá-lo com tranquilidade. E isso é ruim, pois se você vai colocar sua vida nesse equipamento. Você precisa saber como ele funciona</p>
<h2><strong>#música e download</strong></h2>
<p><strong>Garoa:</strong> A questão não é o download, é o controle. Não é uma perda de dinheiro somente. É uma perda de poder. Importante frisar que copiar não é roubo. Roubo é quando eu pego uma algo sua e você fica sem. Então, não dá para se basear nisso para uma proibição. As pessoas copiam entre si. Ponto. Quem sai de cena é a gravadora. Antes, ela distribuía e tinha o controle. Mas o peer-to-peer quebra essa cadeia. Na indústria cinematográfica, é mesma coisa.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/nc8KQDG5ZLo" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center>*(O Garoa nos deu um olhar sobre os principais ataques orquestrados por algumas organizações recentemente. Porque conhecem a linguagem por meio da qual esses movimentos atuam. Não têm, no entanto, qualquer ligação com esses movimentos)</p>
</div>
</div>
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		<title>Uma definição de hacker em seis minutos</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 04:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Casa de Cultura Digital, em São Paulo, uma garoa nada fina com o "Garoa" para quem ainda acredita que ser hacker é ser do "mau". Confira o áudio da conversa:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Casa de Cultura Digital, em São Paulo, uma garoa nada fina com o &#8220;Garoa&#8221; para quem ainda acredita que ser hacker é ser do &#8220;mau&#8221;. Confira o áudio da conversa:</p>
<p><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/10/garoa_icone.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6621896116" title="garoa_icone" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/10/garoa_icone.jpg" alt="" width="620" height="370" /></a></p>
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.synthorchestra.org%2Faudio%2Fgaroaedit.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span>
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		<title>Como salvar a internet brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 21:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[news]]></category>

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		<description><![CDATA[Envie uma mensagem às lideranças do País e ajude a barrar projeto de lei que pretende criminalizar atividades cotidianas, como o compartilhamento de músicas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Congresso vai votar projeto de lei que pretende criminalizar atividades cotidianas, como o compartilhamento de músicas.</p>
<p>De autoria do deputado Azeredo, ela supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers –o parlamentar aproveitou a onda dos recentes ataques à páginas do governo brasileiro.</p>
<p>Mas, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas da lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo.</p>
<p>Então, avante! <strong>Envie uma mensagem às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e divulgue a campanha do Avaaz.</strong></p>
<p><a href="http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?cl=1199869704&amp;v=9819" target="_blank">http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl</a></p>
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		<title>A democracia lisérgica</title>
		<link>http://synthorchestra.org/2011/08/lossuperdemokratico/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=lossuperdemokratico</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 06:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>synthorchestra</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça o revolucionário "Los SuperDemokraticos", grupo político alemão que criou um novo conceito de democracia baseado na geração 2.0 e em experiências com o LSD]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como o grupo alemão &#8220;Los SuperDemokraticos&#8221;, que tem como sigla o LSD, está propondo um novo conceito de democracia baseado na geração 2.0 e em experiências com o uso de ácido. Sim, o psicotrópico.</p>
<p><strong>Marcos B. Oliveira, aka discognate<br />
Colaboração para o synthorchestra.org de Berlim</strong></p>
<div id="attachment_6621895999" class="wp-caption alignleft" style="width: 650px"><a href="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/08/pappetherapie1.jpg"><img class="size-full wp-image-6621895999" title="pappetherapie" src="http://synthorchestra.org/wp-content/uploads/2011/08/pappetherapie1.jpg" alt="" width="640" height="536" /></a><p class="wp-caption-text">créditos: epidemedia.com</p></div>
<p>Patrocinado pela Ministério do Interior da Alemanha , o coletivo LSD, sigla pra Los SuperDemokraticos, é um grupo político alemão que pretende esclarecer as consequencias do mundo superglobalizado. Nela teríamos o advento de um pós-individualismo, em que devaneios individuais viram reflexões coletivas quando jogados no ciberspaço.</p>
<p>Aliado a essa tentativa de reunificação ideológica, o grupo propõe que a digitização da cultura tem efeitos semelhantes ao da experiência psicodélica:</p>
<p>“Somos parte do movimento que defende a mudança positiva da sociedade por efeito da expansão do consciente provocada pelo uso do LSD” declara Nikola, respaldada pela contracultura dos anos 60 e os testes da Cia com psicoativos na Guerra Fria. Sim. Tudo muito óbvio e desgastado ao primeiro aspecto. A declaração, no entanto, implica um esforço mais analítico que radical.</p>
<p><strong>Zerando espaço e tempo</strong></p>
<p>Assim como a experiência com o LSD, essas manifestações virtuais tem como pano de fundo a perda da noção espaço-temporal. Essa premissa, o Cronotopo Cero, é o que faz o diálogo horizontal possível, uma vez que o mundo online nos coloca em uma zona livre de fronteiras, horários e outras fatalidades. Portanto, assim como a droga, a nossa convivência virtual tende a anular percepções de hora e de lugar e de diferenças &#8211; formando, assim, uma superdemocracia.</p>
<p>Cada internauta tem um potencial revolucionário. O que vale é a opinião livre de territórios e efemeridades. Aqui, persuadir, ouvir, aderir e compartilhar fazem parte da negociação superdemocrática; a que vem exaltar a utopia subjetiva de cada um de nós, cidadãos digitais.</p>
<p>O coletivo é um embrião. Aberto a outras iniciativas, é um lugar em boas ideias são acolhidas e ganham força. É uma troca intelectual de escritores e artistas a fim de debater as consequências do mundo superglobalizado. As manifestações individuais virtuais compensariam, assim, o enfraquecimento das utopias coletivas &#8211; afinal, onde estão Karl Marx, Engels, Sartre, Marcuse?</p>
<p>“Tudo o que acreditamos tem como propósito a emancipação do amor, a desnacionalização do indivíduo e a aplicação de decisões populares globais” explicam Rery Maldonado e Nikola Richter,  criadores do projeto, que também dividiam o mesmo microfone no festival 48 Hours Neukölln em Berlim.</p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-weight: 800;">Práxis</span></p>
<p>- Acontecimento é documentado por todos e a toda hora, fato é multilinear, a importância da classificação cronológica perde o sentido;</p>
<p>- O interesse por diretivas passa a ser transnacional. A unificação gradual de tecnologia, moeda, costumes dá a forma a um sintetismo portátil, um mundo insituável.</p>
<p>LSD é um partido literário, um website, um livro publicado, uma galeria de ilustrações, uma performance musical, uma palestra, um grito de guerra. LSD é uma substancia que potencializa o intelecto: <a href="http://www.superdemokraticos.com" target="_blank">www.superdemokraticos.com</a>.</p>
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