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Como Darwin ajudou a criar os anúncios direcionados

Antes, vale passar dois minutinhos tentando entender o que é um algorítimo genético. Ele se baseia na evolução e  na seleção natural para conceber mecanismos sob os critérios de organismos vivos -mais flexíveis e capazes de mudar a “receita” para o qual foram previamente criados.  Dá para dizer que eles aprendem com a experiência, com os erros do passado.

Um algorítimo parte de um “passo-a-passo” para a realização de tarefas, que não são apenas sequenciais. Elas envolvem decisões lógicas, comparações. Por exemplo, se a ideia é deixar um computador sempre ligado, podemos partir do seguinte fluxograma para a definição de um algorítimo.

- Computador não ligado

Solução 1: Plugado na tomada? Se não, plugar.

Se sim, próxima etapa.

Solução 2: Bateria descarregada? Sim. Trocar bateria.

Se não, trocar computador.

O algorítimo tenta solucionar o problema, tendo em vista critérios supostos para sua resolução. Agora, a grande sacada do algorítimo genético é a memória de seleção. Para que, se usado mais de uma vez, ele possa guardar possíveis soluções, aprimorando seu mecanismo. Selecionando e recombinando resultados.

Em uma busca, por exemplo, ele guarda os itens já buscados, melhorando a apresentação de soluções para uma próxima busca. Por aí, dá pra ver que os anúncios direcionados, portanto, não são milagres de deus Google.